Abordagem Terapêutica

Ao  longo  da graduação  de  psicologia,  são  comuns  as  dúvidas  em relação  a  escolha  da abordagem  teórica  a  ser  utilizada na prática. Falando  da minha experiência  pessoal,  ainda quando  cursava  a faculdade,  me  questionava  sobre  a  necessidade  de  escolha,  pois minha  identificação  não era  com  apenas  uma  abordagem  e  sim com as  duas  linhas teóricas  as quais constavam na grade curricular: psicodinâmica e  cognitivo comportamental . Na  minha  concepção uma abordagem complementava  a  outra,  tanto a nível de entendimento como na aplicação das técnicas. Não conseguia  me ver aderindo à uma abordagem particular .  Quando cheguei   nos estágios, precisei  definir  minha orientação, pois as abordagens apresentavam-se de forma  bem  independentes  e  distintas.  Na época  optei  pela  TCC ( cognitivo comportamental) em virtude das técnicas,  porém  na  prática,  não conseguia  abandonar  o  raciocínio psicodinâmico.   Concluída a faculdade, deparei-me com  cursos  de especialização  caracterizados  por uma  abordagem psicoterápica  específica.  Não consegui   aderir  na escolha  de  uma  abordagem  em  particular.  Foi quando descobri  que  na  minha  cidade, havia uma  instituição de ensino  com ênfase  na  abordagem integrativa. Ao longo de 3 anos ( período em que cursei minha especialização ), tive aulas teóricas ( 822 hs de aula teórica),  prática clínica (sendo 850 atendimentos clínicos  e 100 hs supervisão incluindo as abordagens: psicodinâmica, cognitivo comportamental e sistêmica. Tive 3 supervisores, cada um relacionado à uma abordagem teórica.

Hoje sou Psicóloga especialista em Psicoterapia Clínica – Técnicas Integradas.  Também sou especialista em Terapia de Casal e Sexualidade.  Além das especializações, tenho diversos cursos de aperfeiçoamento e formação , como por exemplo Coaching e Psicologia Hospitalar.  Meu raciocínio clínico, transita dentro destas  linhas teóricas citadas, possibilitando a escolha das técnicas mais indicadas em cada  caso. O número de abordagens psicoterápicas vem crescendo ,  resultando  em  uma diversidade  que  pode  sugerir  aos  terapeutas,  um campo  de elementos  comunicáveis  entre si,  proporcionando  a  possibilidade  para um olhar além  das fronteiras  que demarcam  as diferentes  linhas teóricas.

Vanessa Ebeling

Especialista em Psicoterapia Clínica / Especialista em Terapia de Casal e Sexualidade – CRP 07/19327